FARMACOLOGIA

Trabalhamos com Painéis Farmacológicos diversos, do básico ao avançado, esses testes têm como objetivo personalizar o tratamento de acordo com as características genéticas individuais, e para isso contam com um laudo que contem a velocidade de metabolização, a possibilidade do fármaco gerar efeitos colaterais e a recomendação de posologia.

O painel básico (códigoFGCYP) avalia genes envolvidos na metabolização dos 200 medicamentos mais prescritos na prática clínica, englobando as seguintes classes: (ver painel na lateral do site)

Além do painel básico, temos outros painéis avançados voltados às seguintes especialidades:

Cardiologia: (ver painel na lateral do site)

Neurologia: (ver painel na lateral do site)

Oncologia: (ver painel na lateral do site)

INTRODUÇÃO AO TESTE

Existem dois grandes grupos de genes que influenciam a variação nas respostas aos fármacos:

O primeiro grupo é constituído pelos genes que influenciam as propriedades farmacocinéticas dos fármacos.

Isto é, como o organismo modifica o fármaco.  Tais genes codificam enzimas que metabolizam o fármaco e seus transportadores e, portanto, determinam em grande parte a toxicidade dos fármacos.

O segundo grupo consiste nos genes que influenciam as propriedades farmacodinâmicas dos medicamentos.

Isto é, a forma como o medicamento modifica nosso organismo.  Estes genes codificam enzimas, receptores, canais  iônicos e    suas    rotas    associadas, os    quais    são    chamados     de “alvos”, e que determinam em grande parte, a eficácia do medicamento. Enzimas metabolizadoras,  A análise dos genes implicados no metabolismo dos fármacos permite a distinção de 5 categorias ou:

Fenótipos:

Metabolizadores Normais ou Eficientes (ME):

Englobam a maioria da população. Representados por  indivíduos que apresentam cópias ativas do gene.

Estas pessoas apresentam uma capacidade metabolizadora normal e, em geral, podem receber a dose de fármacos estabelecida como padrão. O mesmo ocorre com os pró-fármacos.

Metabolizadores Lentos (ML):

Representados por aqueles indivíduos que apresentam as duas cópias do gene inativas. Os metabolizadores lentos  apresentam  um  risco  maior  de  apresentar  reações  adversas  devido  a  uma  taxa  reduzida  de metabolismo  do  fármaco  e  um  aumento  na  toxicidade.  Para  evitar  a  toxicidade,  os  pacientes metabolizadores lentos devem reduzir a dose média ou utilizar um tratamento alternativo. Entretanto, no caso de pró-fármacos os pacientes com metabolismo lento apresentam uma menor taxa de conversão de pró-fármaco em fármaco ativo, apresentando, portanto, uma redução na probabilidade de efeitos adversos, além  de  uma menor  probabilidade  de  resposta  terapêutica  adequada.  Por  esta  razão,  no  caso  de  pró- fármacos, os metabolizadores lentos devem receber uma dose mais elevada com cuidado para que a dose máxima não seja ultrapassada.

Metabolizadores Intermediários (MI):

Em geral, os metabolizadores intermediários apresentam uma cópia do gene inativa e outra ativa ou duas cópias parcialmente ativas.  Isto implica que o metabolismo do fármaco é inferior ao normal e, portanto, pode acumular-se no organismo produzindo efeitos tóxicos adversos.  Com o objetivo de evitar tais efeitos, os metabolizadores intermediários devem receber uma dose média mais baixa, tendo em conta que  isto também pode diminuir a resposta terapêutica.  A redução da dose deve ser menor do que   de um indivíduo de metabolismo lento. Também se recomenda a utilização de um tratamento alternativo. Entretanto, no caso  de  pró-fármacos,  os  pacientes  com  metabolismo  intermediário  possuem  uma  menor  taxa  de conversão  entre  pró-fármaco  e  fármaco  ativo,  resultando  em  uma  menor  probabilidade  de  efeitos adversos, além de uma menor probabilidade de reposta terapêutica adequada. Por esta razão, no caso de pró-fármacos,  recomenda-se  a  administração  de  uma  dose mais  alta,  com  cuidado  para  que  esta  não

ultrapasse a dose máxima recomendada. O aumento na dose deve ser menor que no caso de um  indivíduo com metabolismo lento.

Metabolizadores Rápidos (MR):

Os metabolizadores rápidos, em geral, apresentam    um    número    maior    de    cópias    ativas    do   gene, fruto   de   processos    de    duplicação    destes    genes.    Por    esta    razão, estes    indivíduos    apresentam uma    taxa    metabólica    maior que a padrão. No caso dos fármacos, estas   pessoas  podem sofrer   uma menor toxicidade, porém também podem apresentar   um    maior    índice     de     falhas     na terapia, devido     ao    aumento     na     taxa      de   eliminação     do fármaco.  Nestes casos, recomenda-se um aumento   na   dose para   estes   pacientes, sem   o risco   de   provocar   toxicidade.   Com    relação à pró-fármacos, os indivíduos    com    metabolismo   rápido   convertem    o    pró-fármaco    em    fármaco ativo    numa     taxa    metabólica     maior, portanto   este   tipo   de   metabolizador   também   apresenta   um        risco       de       sofrer reações       adversas, devido ao aumento na exposição ao  fármaco ativo. Estes pacientes requerem uma menor dosagem do pró-fármaco.

Metabolizadores Ultrarrápidos (UM):

Os      metabolizadores      ultrarrápidos, assim      como      os      metabolizadores       rápidos, apresentam um número maior de cópias ativas do gene, fruto   de   processos   de   duplicação   destes    genes.    Por   esta   razão, estes    indivíduos    apresentam    uma    taxa    metabólica    maior que   a   padrão   e, maior mesmo que    a   dos metabolizadores      rápidos.    No     caso      dos     fármacos, estas pessoas      podem sofrer     uma      menor   toxicidade, porém também podem apresentar um    maior   índice de falhas na terapia,  devido  ao  aumento  na  taxa  de  eliminação  do  fármaco.  Nestes  casos,  recomenda-se  trocar  o fármaco   por     outro     cuja     ação      terapêutica      seja   maior.      Com     relação     à     pró-fármacos, os   indivíduos     com     metabolismo    ultrarrápido     convertem     o    pró-fármaco      em      fármaco ativo numa    taxa metabólica   maior, portanto   este   tipo   de   metabolizador   também    apresenta um   risco maior   de   sofrer   reações   adversas, devido   ao   aumento   na   exposição   ao fármaco ativo.   Nesses casos, recomenda-se    trocar    o    fármaco    por    outro    cuja    toxicidade    seja    menor. O perfil genético de  um  indivíduo,  para  as  enzimas metabolizadoras,  vai  determinar  em  grande  parte  a  toxicidade  do

medicamento.

  1. A) Proteínas transportadoras

Qualquer deslocamento de uma molécula farmacológica dentro do organismo requer sua passagem através das membranas  biológicas.  Isso  afeta  tanto  os mecanismos  de  absorção  quanto  os  de  distribuição  ou eliminação.  Este  passo  pode  ser  feito  passivamente  (sem  o  uso  de  energia)  ou  ativamente  através  de proteínas que permitem o deslocamento.

As proteínas transportadoras são responsáveis por facilitar e permitir o trânsito do medicamento a partir do exterior da célula, para seu interior, onde entrará em contato com seu alvo molecular para desempenhar sua ação terapêutica.

  1. B) Proteínas Alvo

As maiorias  dos medicamentos  exercem  sua  ação  na  célula  reconhecendo  os  receptores  situados  na superfície celular, ou sobre enzimas, canais iônicos, ou rotas associadas. Estas proteínas são denominadas “receptores alvo”. Estes  receptores  são os alvos dos medicamentos e da ação  terapêutica dos mesmos.

Portanto,  elas  são  em  grande  parte  responsáveis  pela  resposta  fisiológica  a  uma  droga  e,  como consequência, pela sua eficácia. Uma exceção são os chamados alvos secundários que contribuem com o risco de aparecimento de efeitos adversos.

Trabalhamos com Painéis Farmacológicos diversos, do básico ao avançado, esses testes têm como objetivo personalizar o tratamento de acordo com as características genéticas individuais, e para isso contam com um laudo que contem a velocidade de metabolização, a possibilidade do fármaco gerar efeitos colaterais e a recomendação de posologia.

PAINEL BÁSICO código FGCYP

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