Unicamp e Universidade da Pensilvânia desenvolvem teste rápido e econômico para detecção da Covid-19

O biossensor portátil utiliza eletrodos impressos em papel ou placas poliméricas que são modificados com elementos para o reconhecimento do vírus, SARS-CoV-2, e podem ser operados diretamente no celular

Pesquisadores da Unicamp em parceria com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, desenvolveram o protótipo de um teste rápido de baixo custo para diagnosticar o novo coronavírus. O biossensor portátil utiliza eletrodos impressos em papel ou placas poliméricas que são modificados com elementos para o reconhecimento do vírus, SARS-CoV-2, e podem ser operados diretamente no celular.

O método desenvolvido apresentou resultados tão precisos quanto o padrão de referência RT-PCR, que busca material genético do vírus nas células do paciente, e é capaz de fornecer resultados de forma simples como um teste de glicemia.

A tecnologia é baseada numa técnica conhecida como espectroscopia de impedância eletroquímica e busca auxiliar no diagnóstico precoce da doença, uma vez que possibilita a detecção da presença e quantidade do vírus nas amostras – e não de anticorpos, como os testes rápidos mais comuns.

O dispositivo funciona a partir da diferença de sinal elétrico produzido pela interação do SARS-CoV-2 na superfície do sensor. Durante os testes na universidade, o resultado fica pronto em apenas 4 minutos e os materiais custam 4,5 dólares, pouco mais de R$ 20. Mas o preço final do teste pode ter variação quando fabricado em larga escala por uma empresa. A Agência de Inovação Inova Unicamp, juntamente com o Escritório de Transferência de Tecnologias da UPenn, estão engajados em encontrar o parceiro empresarial para transferir a tecnologia.

Sobre a aplicação do teste, William Reis de Araújo, professor do Instituto de Química da Unicamp e co-inventor do diagnóstico rápido de baixo custo, explica que o sensor eletroquímico não depende de pessoal altamente treinado ou várias etapas e horas de análise como o RT-PCR. “Com o nosso método a pessoa só precisa ter o conhecimento básico de como coletar a amostra e inserir sobre o dispositivo de análise”, disse o docente.

Os dispositivos foram produzidos no Laboratório de Sensores Químicos Portáteis da Unicamp e enviados para os Estados Unidos, onde foram testados no laboratório parceiro (de La Fuente Lab) especializado em microbiologia, na Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia. Lá, os estudos foram comandados pelo professor Cesar de la Fuente-Nunez e pelo pós-doutorando Marcelo Der Torossian Torres, que é brasileiro.

Nos ensaios de bancada o sensor eletroquímico atingiu 97,4% de acurácia, que é a exatidão dos resultados do diagnóstico, com material coletado por swab do nariz e garganta dos pacientes e 83.9% com amostras de saliva, quando comparado com o método de RT-PCR.

A boa detectabilidade apresentada pelo dispositivo permite o diagnóstico em estágios iniciais da doença, que correspondem de dois a três dias após a infecção. Novos ajustes ainda buscam melhorar a precisão dos testes de saliva. Métodos menos invasivos têm recebido maior atenção da comunidade científica e da indústria, pois permitem coleta mais simples e com menor desconforto.

A patente foi depositada de forma provisória no escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos (USPTO) com acompanhamento da Agência de Inovação Inova Unicamp. A chamada US Provisional garante o direito à propriedade enquanto os cientistas finalizam os últimos detalhes do invento.

O próximo passo será a realização dos testes clínicos em grande quantidade de amostras, os quais serão feitos no Hospital da Universidade da Pensilvânia, a partir de janeiro. No Brasil, ainda não há previsão de uso do dispositivo, até que se encontre um parceiro empresarial interessado em licenciar a tecnologia e financiar as próximas etapas do desenvolvimento e lançamento do produto.

Como funciona

O novo método de diagnóstico utiliza, basicamente, três insumos: papel ou placas de circuito impresso; tintas condutivas feitas de carbono e prata; e enzimas conversoras ACE-2. Na base do sensor, semelhante às fitas medidoras de glicose, os cientistas imprimiram um microcircuito eletrônico com três eletrodos que foi recoberto com as enzimas. Elas são as facilitadoras da entrada do SARS-CoV-2 no corpo humano.

Em contato com biofluidos contaminados, essas enzimas receptoras se ligam às proteínas que ficam na superfície do coronavírus, conhecidas como spike protein, gerando uma interação química que bloqueia parte da área do circuito. Isso cria uma resistência no eletrodo à transferência de carga, dificultando o fluxo da corrente elétrica e indicando a presença do vírus. Além de mais rápido, fácil e barato, o teste pode ser levado para qualquer lugar.

“O mesmo dispositivo pode ser operado tanto numa escala laboratorial quanto diretamente no ponto de necessidade, pois a análise pode ser feita com equipamento de bancada ou com uma versão miniaturizada que pode ser acoplada direto no celular. No futuro, a ideia é que os testes possam ser feitos até em casa”, explica de Araújo. Com informações da Unicamp

Mulheres grávidas apresentam risco maior com o COVID-19?

O Ministério da Saúde afirma que ainda não há estudos conclusivos que comprovem maior perigo da Covid-19 para grávidas e puérperas, mas a inclusão no grupo de risco considerou a ação de outras viroses já conhecidas e estudadas

Durante o período gestacional, o sistema imunológico da mulher está alterado, por essa razão, há maior chance de infecção respiratória

Resultados falsos-negativos de exames da Covid-19 podem levar a uma falsa sensação de segurança

À medida que os exames da Covid-19 se tornam mais amplamente disponíveis, é crucial que os profissionais de saúde e autoridades de saúde pública entendam seus limites e o impacto que resultados falsos podem ter na tentativa de conter a pandemia. Um artigo especial publicado na Mayo Clinic Proceedings chama atenção para o risco de confiar demais nos exames da Covid-19 na tomada de decisões clínicas e de saúde pública. A sensibilidade do exame de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa e as características de desempenho do exame em geral ainda não foram relatadas de forma clara ou consistente na bibliografia médica, segundo o artigo.

Consequentemente, as autoridades de saúde devem esperar uma “onda menos visível de infecção oriunda de pessoas com exames com resultados falsos-negativos”, disse Priya Sampathkumar, M.D., especialista em doenças infecciosas da Mayo Clinic e coautora do estudo.

“O exame de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa é mais útil quando o resultado é positivo”, disse a Dra. Sampathkumar. “Ele é menos útil para excluir a possibilidade da Covid-19. Um teste negativo geralmente não quer dizer que a pessoa não tenha a doença, e os resultados dos exames precisam ser considerados no contexto das características e exposição do paciente.”

Mesmo com uma sensibilidade do exame que chega a 90%, a magnitude do risco associado a resultados falsos será considerável, à medida que o número de pessoas testadas cresce. “Na Califórnia, estima-se que a taxa de infecção pela Covid-19 pode passar dos 50% até meados de maio de 2020”, ela afirmou. “Com uma população de 40 milhões de pessoas, 2 milhões de resultados falsos-negativos são esperados na Califórnia após a realização abrangente dos exames. Mesmo que apenas 1% da população fosse testada, 20 mil resultados falsos-negativos seriam esperados.”

Os autores também mencionam os efeitos nos profissionais de saúde. Se a taxa de infecção pela Covid-19 entre as mais de 4 milhões de pessoas que prestam serviços diretamente aos pacientes nos EUA fosse de 10% (muito menor que a maioria das previsões), mais de 40 mil resultados falsos-negativos seriam esperados, se todos os profissionais fossem testados.

Isso constitui um risco para o sistema de saúde em um momento crucial. “Atualmente, as diretrizes do Center for Disease Control and Prevention (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) para profissionais de saúde assintomáticos com exames negativos poderia levar ao retorno imediato desses profissionais ao trabalho no atendimento clínico de rotina, com a possibilidade de espalhar a doença”, disse Colin West, M.D., Ph.D., médico da Mayo Clinic e principal autor do estudo. Victor Montori, M.D., um endocrinologista da Mayo Clinic, é outro coautor.

Enquanto lidamos com a enormidade da crescente pandemia da Covid-19, é importante que as autoridades de saúde pública se guiem por princípios de raciocínio empírico em relação aos resultados de testes diagnósticos e falsos-negativos. O artigo da Mayo Clinic faz quatro recomendações:

– Adesão rigorosa e contínua ao distanciamento social, lavagem de mãos, desinfecção de superfícies e outras medidas de prevenção, independentemente do nível de risco, sintomas ou resultados de exames da Covid-19. Pode ser necessário que todos os profissionais de saúde e pacientes usem máscaras.

– O desenvolvimento de testes de alta sensibilidade ou combinações de testes é necessário urgentemente, a fim de minimizar o risco de resultados falsos-negativos. Um exame de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa e ensaios serológicos aprimorados (exames de sangue que identificam anticorpos ou proteínas presentes quando o corpo está reagindo a infecções, como a da Covid-19) são necessários.

– Os níveis de risco devem ser avaliados cuidadosamente antes da realização dos exames, e os resultados negativos devem ser considerados com cautela, principalmente no caso de pessoas em grupos de risco maior e em áreas onde a disseminação da infecção pela Covid-19 já foi confirmada.

– Protocolos estratificados por nível de risco para administrar os resultados negativos do exame da Covid-19 são necessários e devem evoluir à medida que mais estatísticas forem sendo disponibilizadas.

“Para indivíduos que realmente são de baixo risco, resultados negativos podem ser suficientemente tranquilizadores”, disse o Dr. West. “Para indivíduos de risco maior, mesmo que não tenham nenhum sintoma, o risco de resultados falsos-negativos exige medidas adicionais de proteção contra a disseminação da doença, como um autoisolamento prolongado.”

Na Mayo Clinic, o exame de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa é “um dos diversos fatores que levamos em conta ao decidir se o paciente satisfaz os critérios da Covid-19”, afirmou a Dra. Sampathkumar. Se o exame de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa der negativo, mas os resultados de um raio X do tórax ou uma tomografia computadorizada forem anormais, ou caso a pessoa tenha tido contato com alguém com diagnóstico confirmado da Covid-19, a recomendação é continuar tratando o paciente como se ele tivesse Covid-19.

“Temos que continuar a refinar os protocolos para pacientes assintomáticos e profissionais de saúde expostos”, acrescentou a Dra. Sampathkumar.

Medicamento anticoagulante reduz em 70% a infecção de células pelo novo coronavírus

Testes em laboratório conduzidos por pesquisadores da Unifesp e colaboradores europeus revelam que a heparina modifica o formato da proteína usada pelo SARS-CoV-2 para entrar na célula hospedeira

Nos últimos anos, vários estudos sugeriram que as proteínas de superfície de outros coronavírus até então relatados poderiam se ligar a um glicosaminoglicano das células de mamíferos, chamado heparam sulfato, para infectá-las.

Com o surgimento do SARS-CoV-2, os pesquisadores da Unifesp, em colaboração com os colegas ingleses e italianos, tiveram a ideia de avaliar se a proteína de superfície do novo coronavírus responsável pela infecção das células – chamada proteína spike – se liga à heparina, uma vez que a molécula do fármaco tem estrutura muito semelhante à do heparam sulfato.

Os experimentos confirmaram a hipótese. Observou-se que a heparina, ao se ligar às proteínas spike do SARS-CoV-2, causa nessas moléculas uma alteração de sua forma que avaria a “fechadura” para entrada do vírus nas células.

“Se não entrar na célula, o vírus não consegue se multiplicar e não tem sucesso na infecção”, explica Nader.

“A ideia é chegar a uma molécula com melhor efeito antiviral”, afirma Nader, que também integra o Conselho Superior da Fapesp.

PARABÉNS AOS NOSSOS PESQUISADORES !!!!!!

Fevereiro Laranja alerta sobre leucemia, câncer que afeta o sangue

leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue e pode ser curada com o tratamento adequado. Mesmo assim, a taxa de mortalidade segue alta no Brasil, como indica um novo levantamento da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).

A partir de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a entidade contabilizou 62 385 óbitos decorrentes da doença entre 2007 e 2016. No primeiro ano analisado, foram 5 721 fatalidades. Quase uma década depois, o número chegou a 7 061.

Para ter ideia do tamanho do problema, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer é de 10 800 novos casos ao ano. “Isso demonstra que ainda não temos políticas públicas eficazes para o diagnóstico precoce e acesso rápido ao tratamento”, comenta Merula Steagall, presidente da Abrale.

O que é a leucemia

Ela surge quando células imaturas do sangue sofrem uma mutação ainda na medula óssea, onde são fabricadas, e passam a se multiplicar desenfreadamente, ocupando o lugar das células saudáveis. Existem mais de 12 tipos de leucemia, divididos em agudos e crônicos.

“As leucemias crônicas geralmente são descobertas por acaso e têm sintomas leves, que se agravam lentamente”, aponta Nelson Hamerschlak, hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. “Já as agudas são mais agressivas e exigem início de tratamento imediato”, diferencia.

As variedades mais comuns no Brasil são:
• Leucemia linfoide aguda
• Leucemia linfoide crônica
• Leucemia mieloide aguda
• Leucemia mieloide crônica

Quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver as versões crônicas da leucemia mieloide e linfoide. As agudas, por sua vez, são as mais frequentes em crianças e adolescentes, embora também apareçam na vida adulta.

O que causa leucemia?

A origem desse câncer ainda é desconhecida. O que se sabe é que certos fatores podem aumentar o risco de ele surgir. Entram na lista substâncias químicas, como o benzeno, formadeíldos e agrotóxicos, cigarro, exposição excessiva à radiação, além de algumas síndromes e doenças hereditárias.

Diagnóstico

Se detectada e medicada logo, a leucemia tem chances altas de cura, principalmente quando acomete os mais novos. “Em adolescentes e adultos jovens, esse índice chega a 80%. Em idosos, fica em torno de 20%”, comenta Hamerschlak.

Para o diagnóstico precoce, é preciso que o profissional de saúde suspeite de leucemia quando a pessoa com sintomas procurar atendimento – falaremos deles mais abaixo.

A investigação começa com o exame de sangue mais simples, o hemograma. Ele pode apresentar alterações em plaquetas, leucócitos e hemácias, que pedem uma avaliação mais pormenorizada.

Com a confirmação do quadro, outros testes são solicitados para determinar qual é o tipo de leucemia a ser enfrentado. É o caso do mielograma, que colhe sangue diretamente da medula óssea, de exames genéticos e da biópsia de uma parte da medula.

Sintomas

Não existe rastreamento populacional para a detecção precoce da leucemia. O jeito é ficar atento aos primeiros sintomas e procurar atendimento se notá-los.

Certos sinais são genéricos e nem sempre indicarão um câncer, mas vale eliminar a possibilidade com o médico, principalmente se eles persistem com o tempo:

• Febre ou suores noturnos
• Anemia
• Cansaço extremo
• Sangramentos na gengiva ou nariz
• Infecções recorrentes, como resfriados
• Perda de peso sem motivo aparente
• Desconforto abdominal provocado pelo aumento do tamanho do baço
• Manchas roxas pelo corpo
• Dor nos ossos e nas articulações
• Nódulos inchados na região do pescoço, virilha e axila

Tratamento

As leucemias agudas precisam de quimioterapia com o paciente internado e do controle das infecções que costumam surgir por causa das alterações no sangue. Além disso, mesmo quando os exames indicam o desaparecimento da enfermidade, sessões adicionais de químio são comumente prescritas para eliminar quaisquer células cancerosas que possam estar circulando pelo corpo.

Já as crônicas têm uma abordagem um pouco diferente. A mieloide crônica em geral é tratada com um comprimido que inibe a ação de uma proteína por trás da multiplicação celular que desencadeia a doença.

A linfoide crônica pode ser combatida com quimioterapia, mas, dependendo do estado do paciente, o médico pode optar por outras terapias, como remédios orais e anticorpos monoclonais.

O transplante de medula óssea é outra opção tanto para as leucemias agudas quanto para as crônicas. Contudo, só é indicado em situações específicas – como quando o paciente não responde bem ao tratamento convencional.

INFORME DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS – PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA PROFISSIONAIS DA SAÚDE E PARA O PÚBLICO EM GERAL

(Dados atualizados em 24/01/2020)

O que são coronavírus?

Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown).

Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome). Os vírus foram denominados SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente.

O que é este novo coronavírus?
Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV.

Recomendamos evitar os termos “nova gripe causada pelo coronavírus” porque gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza.

Como este novo coronavírus foi identificado?

O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Centenas de casos já foram
detectados na China. Outros casos importados foram registrados na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Cingapura, Arábia Saudita e Estados Unidos da América; todos estiveram em Wuhan.

Qual a origem do surto atual?
A origem ainda não está elucidada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

Os coronavírus podem ser transmitidos de animais para humanos?

Sim. Investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de civetas (gatos selvagens) para humanos na China, em 2002, e o MERS-CoV de dromedários para humanos na Arábia Saudita, em porém, existem vários coronavírus que causam infecção animal. Na maioria, infectam apenas uma
espécie ou algumas espécies intimamente relacionadas, como morcegos, aves, porcos, macacos, gatos, cães e roedores, entre outros.

A transmissão do coronavírus acontece entre humanos?

Sim. Alguns coronavírus são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas.

Porém, outros coronavírus não são transmitidos para humanos, sem que haja uma mutação. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico
com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.

Há transmissão sustentada do novo coronavírus?

Até agora, não há evidências. Está limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidaram de pacientes infectados. Também não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa fora da China, mas isso não significa que não aconteça.

Qual é o período de incubação desta nova variante do coronavírus?

Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas.

Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus?
Pode variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhante ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória.

Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves. No caso do 2019-nCov, ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.

Como ocorre o contágio e qual é a gravidade do novo coronavírus?
Não se sabe até o momento. Alguns vírus de transmissão aérea são altamente contagiosos, como o sarampo, enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa. Até que tenhamos esta informação mais acurada, recomenda-se que as recauções e isolamentos sejam adotados. Quanto à gravidade, devemos acompanhar a evolução da epidemia. Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3% (26 mortes em 912 casos), inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.

Como é feita a confirmação do diagnóstico do novo coronavírus?
Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Existe um tratamento para o novo coronavírus?
Não há um medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

Como reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus?
Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
Usar lenço descartável para higiene nasal;
Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
Manter os ambientes bem ventilados;
Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Existe uma vacina para o novo coronavírus?
Como a doença é nova, não há vacina até o momento.

Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o novo coronavírus?
Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.

Estão contraindicadas as viagens para a China e para os países com casos importados?
Com base nas informações atualmente disponíveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda restrição de viagens ou comércio. Devemos acompanhar as recomendações, que são dinâmicas e podem mudar de um dia para outro.

Temos casos do novo coronavírus no Brasil?
Até o presente momento, não há casos suspeitos ou confirmados no país.

Qual é a definição de caso suspeito?
Febre acompanhada de sintomas respiratórios, além de atender a uma das duas seguintes situações: ter viajado nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas para área de transmissão local (cidade de Wuhan) ou ter tido contato próximo com um caso suspeito ou confirmado.
Febre pode não estar presente em casos de alguns pacientes, como idosos, imunocomprometidos ou que tenham utilizado antitérmicos.

Qual é a orientação diante da detecção de um caso suspeito?
Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos.
Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo. Profissionais da saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias, como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada precaução por aerossóis, com uso de máscara
profissional PFF2 (N95). Estas são as recomendações atuais do Ministério da Saúde.

Há risco de epidemia global?
Sim, mas não há motivo para pânico neste momento. O Comitê de emergência da OMS declarou que é cedo para declarar a situação como emergência em saúde pública de interesse internacional neste momento, devido ao número limitado e localizado de casos e pelas medidas que já estão sendo tomadas para que o surto não se espalhe.

FONTES: Ministério da Saúde do Brasil / Organização Mundial da Saúde (OMS) / Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

*Documento elaborado pelos médicos infectologistas: Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Tânia do Socorro Souza Chaves, Dr. Clóvis Arns da Cunha e Dr. Alberto Chebabo

Exames Toxicólogicos

Você tem conhecimento se o motorista do seu filho esta com os exames em dia? Informe-se e proteja seus filhos

O exame toxicológico pode ser feito em uma unidade Biocenter mais próxima de você

Progesterona

A progesterona é um hormônio produzido principalmente pelo ovário. Trata-se de uma molécula responsável pela preparação do corpo da mulher para a gravidez. Homens também produzem progesterona porém em pequenas quantidades e essa é responsável por algumas reações de equilíbrio hormonal e criação de esperma.

O exame de progesterona é então indicado para se buscar causas de infertilidade, diagnosticar gravidez ectópica, monitorar gravidez de alto risco, determinar se a mulher está ovulando, dentre outros motivos.

O exame não possui contraindicações e pode ser realizado com um jejum de 4 horas.

No mês de Janeiro o Laboratório Biocenter está com um preço especial para o exame de progesterona. Venha nos fazer uma visita!

Açúcar Mascavo

Açúcar Mascavo
Vários internautas nos enviam dúvidas sobre o consumo do açúcar mascavo. Por ter imagem de ser uma alternativa mais saudável do que o refinado, vários questionamentos surgem a seu respeito. Para esclarecer as dúvidas, a Dra. Ana Maria Calábria, do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD (gestão 2008-2009), responde as perguntas mais freqüentes sobre este tipo de açúcar.

1) O que é o açúcar mascavo?

O açúcar mascavo tradicional é um alimento obtido diretamente da concentração do caldo de cana recém-extraído. Este processo elimina o uso de aditivos químicos para o processo de branqueamento e clarificação. Sua cor pode variar do dourado ao marrom-escuro, em função da variedade e da estação do ano em que é a cana é colhida.

2) Qual a diferença entre açúcar mascavo e açúcar refinado (composição química, quantidade de carboidratos, composição nutricional, calorias)?

Composição
Refinado
Mascavo
Calorias (cal) 387 376
Carboidratos (g) 99,9 97,33
Vitamina B1 (mg) 0 0,01
Vitamina B2 (mg) 0,02 0,01
Vitamina B6 (mg) 0 0,03
Cálcio (mg) 1 85
Magnésio (mg) 0 29
Cobre (mg) 0,04 0,3
Fósforo (mg) 2 22
Potássio (mg) 2 2 346

3) Existe algum benefício no consumo de açúcar mascavo, em substituição ao açúcar refinado?

O açúcar de mesa passa por um processo de refinamento. O açúcar mascavo, por não passar pelo mesmo processo, mantém as vitaminas e sais minerais da cana-de-açúcar. Apesar disso, a diferença calórica e de grama de carboidratos não são tão significativas, como mostra a tabela acima.

4) A pessoa com diabetes pode consumir açúcar mascavo? Que cuidados devem ser tomados?

Pessoas com diabetes podem, sim, consumir o açúcar mascavo, desde que sua quantidade seja computada como valor calórico e gramas de carboidrato, pois é igualmente absorvido e eleva a glicemia a patamares similares ao açúcar comum.

5) A glicose do açúcar mascavo eleva a glicemia mais rapidamente do que o açúcar refinado?

Não existem estudos baseados em evidências que confirmem essa afirmação. Logo, todas as pessoas com diabetes que preferirem utilizá-lo deverão usar as mesmas recomendações que receberam para o açúcar comum.

6) A diferença de nutrientes entre os dois tipos de açúcares traz algum benefício para quem consome? Quais?

Podem ser observadas diferenças quanto às fontes de cálcio, magnésio, fósforo e potássio, que são maiores no açúcar mascavo. Porém, isso não sugere que pessoas com diabetes tenham que preferir o açúcar mascavo, pois o que deve ser considerado nessa opção são os valores de calorias e de gramas de carboidratos que vão interferir na glicemia.

As necessidades destes minerais podem ser supridas com outros alimentos que não contenham valores tão altos de calorias e de carboidrato. Para tanto, uma consulta com o profissional nutricionista seria relevante. Assim, é possível conhecer como seria uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada para cada caso, em relação a fontes de energia, carboidrato, gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, para viver de forma saudável.

É importante observar que o açúcar mascavo adoça igualmente ao açúcar comum. Entretanto, o que importa é o teor de sacarose (carboidrato) que contêm e nessa relação eles se equivalem.

Fonte: http://www.diabetes.org.br